15 de agosto de 2011

Companhia acolhedora

No auge do inverno, nada como chegar num quarto de hotel e encontrar uma companhia acolhedora. É quase marketing abusivo. Sorte que eu não gosto do toque de pelúcias.

1 de abril de 2011

Birigui

“Viajando por várias cidades do interior de São Paulo, através da Viagem Teatral do Sesi, nós éramos três mulheres e sempre dormíamos no mesmo quarto para economizar. Chegando em Birigui, o quarto era muito estranho, portas de cor marrom caramelo e o quarto era triplo mas com uma divisória. As duas ficaram juntas numa parte do quarto e eu fiquei para lá da divisória, sozinha. Quando anoiteceu, coisas estranhas começaram a acontecer como a luz do quarto apagar e depois acender, apagar de novo e acender, água da bica começar a escorrer, e então fiquei sem dormir. Altas horas olhei para a porta e tinha uma figura de uma Nossa Senhora! coisa que eu não tinha antes! Cismei que ela tinha aparecido para mim ali, naquele quarto, durante aquela insônia e queria me dizer algo, fiquei com medo, ela me olhava fixamente, eu não conseguia me mexer na cama e nem levantar e nem acender a luz, até que em algum momento rezei e consegui dormir. De manhã olhei de novo e tinha nada mais que uma mancha na porta. Fiquei sem saber se foi ela que deixou a mancha ali, ou se sempre foi uma mancha.”

Luisa Friese, Rio de Janeiro