No auge do inverno, nada como chegar num quarto de hotel e encontrar uma companhia acolhedora. É quase marketing abusivo. Sorte que eu não gosto do toque de pelúcias.
Companhia acolhedora
Birigui
“Viajando por várias cidades do interior de São Paulo, através da Viagem Teatral do Sesi, nós éramos três mulheres e sempre dormíamos no mesmo quarto para economizar. Chegando em Birigui, o quarto era muito estranho, portas de cor marrom caramelo e o quarto era triplo mas com uma divisória. As duas ficaram juntas numa parte do quarto e eu fiquei para lá da divisória, sozinha. Quando anoiteceu, coisas estranhas começaram a acontecer como a luz do quarto apagar e depois acender, apagar de novo e acender, água da bica começar a escorrer, e então fiquei sem dormir. Altas horas olhei para a porta e tinha uma figura de uma Nossa Senhora! coisa que eu não tinha antes! Cismei que ela tinha aparecido para mim ali, naquele quarto, durante aquela insônia e queria me dizer algo, fiquei com medo, ela me olhava fixamente, eu não conseguia me mexer na cama e nem levantar e nem acender a luz, até que em algum momento rezei e consegui dormir. De manhã olhei de novo e tinha nada mais que uma mancha na porta. Fiquei sem saber se foi ela que deixou a mancha ali, ou se sempre foi uma mancha.”
Luisa Friese, Rio de Janeiro





