No verão de 2006, viajei com meus pais para Maceió. Lá ficamos em um hotel que já não lembro o nome. Todas as noites que íamos jantar no restaurante do hotel – as jantas estavam incluídas na diária – encontrávamos um senhor bebendo sozinho. Depois de um tempo observando-o, tomei coragem, encontrei um assunto qualquer e comecei a conversa. Ele era americano, de 62 anos, e tinha chegado a Maceió com um cruzeiro. Estava hospedado no hotel há 20 dias aguardando que sua esposa melhorasse. Ela passou mal no navio e estava este tempo todo na UTI. Antes de irmos embora ele quis me dar um presente pela atenção que lhe dei. Mas o melhor foi quando alguns dias depois ele escreveu um email contando que sua esposa tinha melhorado e que ele finalmente poderia ir para casa. There is no place like home!
Ana Pan, Chapecó/SC




