Passei três meses num hotel no centro de São Paulo. Eu frequentemente usava a banheira para lavar roupa. Talvez isso fosse um tipo de intervenção. Tinha toda uma manha: acordava mais cedo para misturar a água quente e o sabão em pó, depois jogava a roupa, ficava mexendo, girando, pra ver se a sujeira soltava, e depois pendurava tudo em cabides no cabo da cortina da banheira mesmo. Sabe que sem amaciante nem nada ficava bem retinha e limpinha? Aí eu ficava alternando entre deixar a porta do banheiro aberta ou fechada, não lembro o que funcionava melhor. Mas em três meses nunca gastei um centavo com lavanderia do hotel.
Emiliano Urbim, São Paulo




